O QUE É CERVICALGIA?

A  cervicalgia tem afastado muitas pessoas de suas atividades, como trabalho, esporte e lazer. Tarefas simples, como digitar, dirigir e assistir à TV, tornam-se os momentos sobre os quais os pacientes relatam maiores desconfortos. A região cervical possui conexão direta ou indireta com diversas partes do corpo, como a cabeça, o ombro, a caixa torácica e a região lombar. Serve de base de sustentação e aumenta a amplitude de movimento de flexão, extensão, rotação e inclinação do crânio sobre a primeira vértebra cervical (C1). Faz ligação com o ombro por meio dos músculos que interligam a escápula e a clavícula com a cervical. O posicionamento da região lombar e torácica contribui para um bom ou mau posicionamento da cervical. Fora sofrer influência de todos os segmentos já comentados, alguns músculos da cervical reagem com pontos de tensão mediante estresse. Doenças crônico-degenerativas como hérnia de disco e artrose facetária não costumam ter somente uma causa, mas um conjunto de fatores: má postura ao trabalhar, ler ou assistir a TV, sedentarismo, disfunções em articulações relacionadas com a cervical, movimentos repetitivos, estresse e fatores genéticos. Após um período com algumas dessas alterações, aparecem os primeiros sintomas e, se não tratados, podem causar dores muito fortes e incapacitantes.Agendar sua Avaliação

Entendendo a coluna cervical

  Graças a uma grande flexibilidade da coluna cervical, a cabeça consegue ter uma boa mobilidade em movimentos de girar, estender para trás ou flexionar para frente, por exemplo. A realização desses movimentos é possível, sobretudo, em decorrência do trabalho das articulações da coluna, que também auxiliam na proteção do conteúdo interno – a medula espinhal. Uma estrutura mais flexível, denominada disco intervertebral, localiza-se entre as vértebras, auxiliando na mobilidade e atuando como uma espécie de “amortecedor” do conjunto de vértebras. Mas com o passar dos anos, o disco pode sofrer graus variáveis de degeneração, ficando mais fino ou até mesmo se deslocando do seu local natural entre as vértebras. O resultado desse fenômeno pode ser a causa da dor na coluna cervical.

Sinais e sintomas

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O paciente com cervicalgia costuma adquirir uma atitude de defesa e rigidez dos movimentos, ocorre também uma alteração na mobilidade do pescoço e a dor durante a palpação da musculatura do pescoço podendo também abranger a região do ombro e nos casos mais graves ou prolongados irradiando para todo o membro superior. Em relação à dor, o paciente pode se queixar desde uma dor leve local e uma sensação de cansaço, até uma dor mais forte e limitante. O braço, além de doer, pode apresentar alterações de sensibilidade e força muscular, são as chamadas “alterações neurológicas”. O paciente refere adormecimento de alguma área ou de todo o membro, podendo ser contínua ou desencadeada por algum fator. A fraqueza muscular acontece em casos mais graves ou prolongados, sendo geralmente progressiva. Podem existir também alterações nos reflexos encontrados em algumas inserções musculares no punho, cotovelo e ombro nos casos mais graves.

Confira os principais sintomas identificados:

  1. Espasmos musculares nas regiões cervical e supraescapulares.
  2. Diminuição da amplitude de movimento de rotação, lateralização e flexo-extensão da coluna cervical.
  3. Dor que começa na nuca e se irradia para região supraescapular, interescapular e couro cabeludo.
  4. Sensação de peso nos ombros e parte alta das costas. Às vezes, acompanhada de ardência.
  5. Formigamento para ombros e braços.
  6. Cefaleia.
  7. Ao realizar rotação, o paciente relata que sente como se existisse areia entre as vértebras (crepitação).
  8.  Fraqueza no ombro e braço, relatando dificuldade de segurar um copo com água ou livro.

Para descartar a possibilidade de outras lesões, como tendinopatias e bursite no ombro ou síndrome do túnel do carpo, é importante uma boa avaliação e diagnóstico diferencial.

Doenças que causam dor na coluna cervical

As doenças que, comumente, causam dor na coluna cervical, são: torcicolo (dor que se limita aos músculos ao redor do pescoço), estenose cervical (formação de osteófitos, mais conhecidos como “bicos de papagaio”, que ocupam espaço e acabam comprimindo áreas onde estão presentes estruturas nervosas, causando dor, formigamentos, dormência e fraqueza), hérnia de disco cervical (ruptura na parte externa do disco intervertebral, o ânulo fibroso, com consequente deslocamento do material interno, o núcleo pulposo, que acaba comprimindo alguma raiz cervical), traumatismos, neoplasias, artrose, etc. A cervicalgia pode ser decorrente de desordem mecânica, fatores posturais e ergonômicos ou do excesso de sobrecarga dos membros superiores. A dor cervical resulta em perda na produtividade importante em certas ocupações e a maior predisposição de lesão associa-se a certos tipos de atividades e à idade. A cervicobraquialgia, por sua vez, caracteriza-se por dor cervical com irradiação para membro superior, normalmente devido à compressão da raiz nervosa proveniente da região cervical sub-axial. Trabalhos que envolvam movimentos repetitivos de membros superiores e flexão da coluna cervical estão relacionados à dor cervical. Outros fatores também podem contribuir para o surgimento ou agravamento da dor na coluna cervical.Agendar sua Avaliação

  • Lesões e acidentes;
  • Movimentos repetitivos;
  • Má postura por muitas horas;
  • Estresse ou tensões emocionais.

Veja também: Escoliose

Hérnia de disco na coluna cervical

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A hérnia de disco é uma patologia que pode surgir em toda a extensão da coluna, porém, existem algumas áreas onde a incidência é mais frequente em virtude da maior mobilidade que apresentam de modo particular, é o caso das regiões lombar e cervical. Essa doença ocorre quando o material (núcleo pulposo) localizado dentro do disco intervertebral (estrutura localizada entre as vértebras da coluna e que ajuda no “amortecimento” dos impactos que a região sofre) é projetado para fora do disco em função de uma ruptura no ânulo fibroso (parte externa do disco), causando a compressão de alguma raiz cervical. As raízes cervicais são responsáveis pela inervação dos membros superiores. Normalmente, os discos herniados surgem em decorrência de um trauma ou por esforço excessivo. Outros pacientes também podem desenvolver a hérnia de disco cervical em decorrência do envelhecimento que promove o desgaste natural dos discos ou ainda por fatores genéticos. Na verdade, todos nós sofremos uma degeneração natural do disco conforme envelhecemos. O disco tende a desidratar, o que gera fragilidade em sua estrutura e aumenta os riscos de ruptura e, consequentemente, de herniação. Mais fatores de risco: obesidade, postura incorreta, tabagismo, movimentos repetitivos de flexão/torção da coluna vertebral, dentre outros. O principal sintoma é a dor, cuja intensidade sempre varia dependendo do quadro clínico do paciente. Outros sintomas podem incluir: sensação de irradiação da dor para outros membros, como o braço ou a mão; formigamentos; alteração da sensibilidade; cãibras; redução de força ou até mesmo travamento, etc. Os principais exames para auxílio no diagnóstico da hérnia de disco são as radiografias e a ressonância magnética. A maior parte dos casos (cerca de 90%) de hérnia de disco é resolvida com o tratamento conservador, sem procedimentos agressivos. 

Relação cervical e escápula

As fibras superiores do trapézio e o músculo elevador da escápula são responsáveis em parte por alguns movimentos da cervical como da escápula também. De tal forma que esses músculos facilmente podem se sobrecarregar mediante fraqueza e pouca utilização de outros músculos estabilizadores cervicais (músculos flexores cervicais profundos) e escapulares (fibras inferiores do trapézio e serrátil anterior). Na ausência dessa divisão de tarefas, esses músculos aumentam sua tensão e ocorrem pontos gatilhos, mais conhecidos como nódulos, gerando dor e/ou agudizando dores em processos degenerativos pré-existentes.

Postura

Uma cabeça relativamente anterior em relação aos ombros pode sobrecarregar nas estruturas posteriores da cervical. Com o indivíduo de perfil, uma postura ideal seria que suas orelhas estivessem alinhadas com seus ombros. Assim, a cabeça estaria com 1/3 posterior em relação à linha dos ombros e 2/3 à frente. Quando estamos sentados diante de um computador ou de um livro e colocamos nossa cabeça à frente, 100% do peso da nossa cabeça está na frente da linha dos ombros, gerando sobrecarga nos músculos, ligamentos, articulações e discos na região posterior da cervical.

O portador de cervicalgia deve evitar quais posturas?

As posturas sentada ou deitada com flexão de cabeça mantidas por longos períodos, muito comum durante a leitura, na televisão e no computador, em virtude da baixa altura dos monitores. A postura de inclinação lateral da cabeça e elevação do ombro ao atender ao telefone, quando coloca o apoio do fone entre a cabeça e o ombro. A utilização do membro superior em elevação durante muito tempo também deve ser evitado, comum entre bibliotecários, cabeleireiros, garçons e outros. A cada 50 minutos deve ser feito um alongamento muscular e neural nessas regiões da cervical e membros superiores. A posição para dormir também pode ser determinante. Em muitos casos, o tipo de travesseiro ou de colchão acaba respondendo pelas dores na região do pescoço e na nuca. Como em boa parte da vida estamos sobre o colchão e o travesseiro, os mesmos são determinantes para manutenção de um bom alinhamento da coluna vertebral. O colchão deve ser semi-ortopédico e com densidade apropriada a cada indivíduo. O travesseiro não pode ser alto, deixando a cabeça fora do alinhamento. Pode-se dormir em decúbito lateral com um travesseiro entre os joelhos, outro apoiando a cabeça no espaço vazio entre a cabeça e o ombro e outro dando suporte ao membro superior contra-lateral ao colchão. Também em decúbito dorsal, com um travesseiro no espaço da cervical na altura onde a cabeça possa ficar em linha neutra e outro abaixo dos joelhos (que devem estar semi-fletidos). Deve-se evitar dormir em decúbito ventral (bruços), pois essa postura pode provocar uma rotação cervical mantida por longo período, gerando um desalinhamento entre as colunas cervical, dorsal e lombar.

Relação da cervicalgia com as alterações posturais

As alterações posturais têm grande responsabilidade pela maioria dessas dores que podem iniciar lenta e progressivamente devido aos encurtamentos musculares, que vão se formando nas regiões anterior e posterior da cervical bem como na superior do ombro. O paciente apresenta frequentemente uma cabeça anteriorizada em relação à coluna dorsal, uma extensão da cabeça em relação ao pescoço ou inclinações laterais da cabeça ou do pescoço, que podem ser de alteração leve, moderada ou grave. Depende do nível dos encurtamentos, podendo ser também de origem súbita com dor mais intensa após dormir em posturas inadequadas ou execução de um movimento brusco. Pode ocorrer em função da amplitude normal de movimento durante uma atividade funcional.

Dicas de postura para prevenir dores na cervical

  • Prefira dormir de barriga para cima a dormir de bruços, usando um travesseiro com altura suficiente para apoiar a curvatura natural da cervical, ou de lado colocando outro travesseiro entre as pernas para não forçar a coluna.
  • Não leia na cama apoiado por travesseiros, procure sentar-se com as costas apoiadas e o livro no colo sobre uma almofada.
  • No computador sente-se sem curvar o pescoço, mantendo o topo da tela rente à altura dos olhos. Faça movimentos de rotação com a cabeça para aliviar a tensão.
  • Procure não prender o telefone entre a cabeça e o ombro, opte por um headset ou viva voz.
  • Regule o encosto do banco do carro de maneira que a curvatura alcochoada se encaixe na curvatura de sua cervical. Isso evita o efeito “chicote” nos acidentes de trânsito.
  • O excesso de peso na mochila tenciona a musculatura do pescoço. Ao andar deixe a musculatura ereta e não deixe a mochila causar desequilíbrio. Evite bolsas muito pesadas mesmo em um lado só do corpo.

Tratamento e prevenção

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Após uma avaliação minuciosa, é planejada para o paciente uma sequência de tratamento, escolhida de acordo com as necessidades detectadas na avaliação, fazendo com que o tratamento seja individualizado, e não um mesmo tratamento para todos. Dessa forma, o paciente é classificado em um ou mais sub-grupos de dor cervical. Entre as técnicas que podem ser selecionadas, estão a tração, fisioterapia manual e exercícios para estabilização cervical e escapular. Para prevenir novas dores, o indivíduo deve dar continuidade aos exercícios selecionados para a melhora de suas debilidades.

Por ser uma queixa frequente, quando o tratamento fisioterápico é indicado?

A fisioterapia é indicada tanto no caso das cervicalgias agudas como nas crônicas, pois existem métodos adequados para cada estágio, como a Facilitação Neuromuscular proprioceptiva e a Reeducação Postural Global, utilizando contrações isométricas ou isotônicas associadas a técnicas específicas com alongamentos ou relaxamento em posturas apropriadas. É preciso realizar uma avaliação fisioterápica detalhada de modo a observar as alterações que podem ser responsáveis por essa queixa, investigando se a dor é decorrente de um trauma muscular, articular ou de problemas posturais. Sendo assim, o tratamento será indicado conforme o diagnóstico cinesiológico funcional.

Em quais casos o uso do colar cervical (faixa de segurança que restringe o movimento do pescoço) é prescrito?

É indicado nas cervicalgias agudas provocadas por traumas de grande intensidade. O colar cervical deixa a coluna cervical em posição neutra, diminuindo a mobilidade, a tensão muscular e a sobrecarga articular, evitando a exacerbação dos sintomas.

Prevenção de dores no pescoço com a ginástica laboral

A ginástica laboral, com ênfase nas posturas de alongamento, são importantes para a prevenção de dores no pescoço. Os alongamentos previnem as lesões musculares e neurais, devido seus encurtamentos provocarem um tensionamento nas estruturas periarticulares, sendo responsáveis por várias patologias, a exemplo das tendinopatias, que normalmente iniciam com dores inflamatórias e evoluem para processos degenerativos dos tecidos moles como ligamentos, tendões, bursas, cápsula articular e fibras musculares. Como área de sustentação entre a cabeça e a coluna, a nuca é uma das regiões que concentra todos os excessos a que submetemos nosso organismo. 

Exercícios para a coluna cervical

O programa de tratamento para pessoas que sofrem com a cervicalgia pode incluir exercícios físicos voltados para a coluna cervical. Os exercícios englobam o treinamento aeróbio, fortalecimento e alongamento da musculatura da região, além da desativação dos pontos gatilhos, que são as dores relacionadas a um músculo ou fáscia muscular endurecida e irritável ao toque. Os exercícios são importantes para fortalecer os músculos que oferecem suporte à coluna cervical e para melhorar a amplitude de movimentos das vértebras cervicais. Mas vale ressaltar a importância de realizar qualquer exercício, apenas, sob a orientação de um profissional.

Qual medicamento é útil para a cervicalgia?

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O ideal mesmo é evitar a automedicação. Muitos pacientes acabam adotando por conta própria um tratamento à base de remédios de venda livre, ou seja, que não necessitam de prescrição médica para serem adquiridos. Por um momento, o remédio pode até ajudar a aliviar a dor, mas o problema está na capacidade que muitos medicamentos têm de mascarar o problema, mas não de resolvê-lo. Por isso, todo cuidado é pouco com a ideia de usar medicamentos por conta própria para o tratamento de qualquer dor. A cervicalgia não se exclui. Alguns analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides podem ser administrados para o alívio da dor, assim como relaxantes musculares que ajudam, inclusive, na melhora dos movimentos e rigidez na região. Entretanto, o paciente nunca deve eleger sozinho o melhor medicamento para o seu quadro. A avaliação de um profissional é indispensável para evitar quaisquer riscos, uma vez que ele examinará o indivíduo para o diagnóstico do seu caso e a indicação dos medicamentos mais adequados.

Cirurgia para a coluna cervical é indicada?

São muito raros os casos em que a coluna cervical deve ser submetida à cirurgia. Pacientes com dores nessa região da coluna podem ser tratados, perfeitamente, com procedimentos clínicos, sem manipulações agressivas. Apenas alguns casos, quando há, por exemplo, deficit neurológico progressivo, presença de dor intensa e intratável clinicamente, tumores, fraturas instáveis, entre outras características, o paciente pode ser encaminhado ao tratamento cirúrgico, mas o tipo de cirurgia indicada vai depender de cada quadro.

Tratamento não cirúrgico para a coluna vertebral

tratamento

O ITC Vertebral desenvolveu uma técnica de tratamento para a coluna vertebral sem procedimentos invasivos. Os pacientes são tratados de acordo com os sintomas e sinais da dor. Não existe um trabalho padrão e é aí que consiste um dos grandes diferenciais do ITC Vertebral: o indivíduo passa por uma avaliação criteriosa, sendo direcionado, a partir dessa primeira etapa, para um atendimento personalizado. Fala-se, portanto, em “Subclassificação” das dores na coluna vertebral, os critérios de tratamento obedecem às características individuais do estado clínico do paciente. Esse trabalho é baseado numa pesquisa científica que foi iniciada em 1995 em Pittsburg, EUA, depois foi revisada em 2005 e 2010 por Jullie Fritz e publicada nos principais jornais e revistas científicas do mundo. A pesquisa identificou que para cada tipo de dor existem diretrizes de tratamento a serem seguidas, ou seja, as manifestações dolorosas são classificadas e recebem tratamento específico, podendo ser: manipulação ou mobilização articular; a mesa de tração; exercícios direcionais; a estabilização segmentar vertebral e a estabilização dinâmica, que atuam fortalecendo a musculatura profunda da coluna. Esses são os quatro caminhos preconizados pela pesquisa de subclassificação. O ITC Vertebral incorporou a devida pesquisa ao trabalho clínico e acrescentou à subclassificação os exercícios e o acompanhamento ao paciente no pós-tratamento. A atenção especial ao pós-tratamento (com um programa completo de fortalecimento muscular) é decorrente do caráter degenerativo das lesões na coluna, que não têm cura. O tempo de duração do programa de tratamento não é prolongado, em dois meses são obtidos 87% de bons resultados até em pacientes mais graves. Mas além do embasamento científico, todos os mais de 236 fisioterapeutas da rede apresentam uma excelente formação técnica com experiências clínicas que capacitam o profissional a atender às demandas individuais dos pacientes.

COMO ALIVIAR DOR DE HÉRNIA DE DISCO?

ITC VERTEBRAL

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, ao menos 50% da população já sentiu ou irá sentir dores nas costas, devido a dor de hérnia de disco ou não. Essas dores nas costas são a principal razão de afastamento de trabalhadores em idade produtiva pelo INSS. Agendar sua Avaliação

Assim, as dores nas costas são frequentes e costumam trazer muitos prejuízos aos brasileiros. 

Uma das principais razões para dores nas costas são a presença de hérnias de disco na coluna vertebral. 

Portanto, saber o que é uma hérnia de disco e como aliviar a dor de hérnia de disco é muito importante, pois esse pode ser um problema frequente e limitante na sua vida. 

O Que É Hérnia De Disco?

esquema mostrando hérnia de disco

A dor de hérnia de disco ocorre quando há inflamação do disco vetebral que sai do lugar.

Hérnia de disco é uma condição que ocorre quando o disco intervertebral, uma estrutura que serve para absorver os impactos da coluna vertebral, sai do lugar. Agendar sua Avaliação

A princípio, somente o núcleo pulposo começa a sair do lugar, sem rompimento da membrana (condição chamada de protrusão discal, considerada o estágio inicial da hérnia de disco), mas quando o disco sai totalmente do local, temos a hérnia de disco. 

Geralmente, o organismo tenta restabelecer o equilíbrio, com projeções ósseas. Mas o fato do disco intervertebral não estar corretamente posicionado no local, faz com que não haja o amortecimento dos impactos e atritos entre as vértebras. 

É importante lembrar que nessa região há bastante inervação. Portanto, com o deslocamento do disco e a falta de amortecimento no local, há grande probabilidade de dor na região, justamente por esse problema atingir os nervos da região da coluna. 

Sintomas De Hérnia De Disco 

O principal sintoma de alguém que apresenta hérnia de disco é a dor na região da coluna. 

Geralmente, as regiões mais atingidas por esse problema são as regiões de maior mobilidade da coluna, que são a região lombar e a região cervical. 

A dor também pode irradiar para os membros adjuntos da região afetada, ou seja, caso você tenha uma hérnia de disco na região lombar, poderá sentir formigamento, fraqueza muscular e sensibilidade nas pernas. 

Da mesma forma, se você apresenta uma hérnia de disco na região cervical, poderá sentir os mesmos sintomas, mas nos braços e pescoço. 

Diagnóstico De Hérnia De Disco 

Alguns exames de imagem podem ser solicitados, como ressonância magnética, tomografia computadorizada ou exames de raios-X, para verificar a posição das vértebras e do disco intervertebral na região. 

Juntando os dados dos exames de imagem com as informações colhidas pelo especialista através das perguntas, o diagnóstico de hérnia de disco é facilmente obtido. 

Tratamento de Hérnia De Disco

pessoa fazendo tratamento para a dor de hernia de disco com fisioterapeuta

O tratamento para aliviar a dor de hérnia de disco involve duas fases.

O tratamento de hérnia de disco envolve duas fases: a retirada do paciente da fase aguda e a fase crônica, na qual se deve procurar evitar novos episódios de dor. 

Geralmente, o que leva o paciente a buscar o diagnóstico médico imediato é um episódio de dor aguda na coluna. 

Nesse caso, podem ser prescritos alguns medicamentos como analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios, por alguns dias, para que a dor melhore. 

Durante esse período inicial, o repouso pode até ser recomendado, mas não deve se estender por vários dias. Hoje já se sabe que quanto mais a pessoa que tem dores na coluna fica em repouso, mais vai perdendo força muscular e a dor tende a piorar. 

Portanto, se você já sente dores musculares nas costas e não buscou um tratamento adequado nem diagnóstico e acredita que ficar deitado o tempo todo vai resolver o seu problema, pelo contrário, seu problema vai piorar. 

Já na fase crônica, o objetivo é evitar que novas crises agudas surjam. Para isso, a fisioterapia é bastante importante, pois é através dela que, além do alívio da dor, é possível o fortalecimento e melhora da postura, o que certamente diminuirá as chances de uma nova crise de dor. 

Como Aliviar A Dor De Hérnia De Disco?

homem sentado em cadeira noe scritório com dor de hérnia de disco

Há várias formas de aliviar a dor de hérnia de disco.

Existem várias ações que podem ser tomadas para aliviar um quadro agudo de hérnia de disco. Lembre-se que sempre é importante buscar, primeiramente, diagnóstico médico e seguir o tratamento proposto. 

1 – Remédios para aliviar a dor de hérnia de disco 

Medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares são geralmente prescritos para alívio da dor aguda de hérnia de disco. 

A automedicação pode levar a uma série de problemas para você. Sempre consulte um especialista!

2 – Calor local 

O uso de compressas quentes ou bolsa de água quente na região da dor ajuda a aliviar o quadro. 

Isso porque o calor ajuda no relaxamento muscular, fazendo com que haja maior circulação sanguínea na região. 

Colocar compressas quentes ou uma bolsa de água quente na região com dor por pelo menos 20 minutos ajuda a aliviar bastante o processo de dor. 

A fisioterapia também possui técnicas que ajudam nesse processo, como a utilização de infravermelho e ondas curtas, que ajudam a reduzir o processo inflamatório local. 

3 – Alongamento 

Realizar pequenas sessões de alongamento ajuda a reduzir a contração muscular excessiva na região da hérnia de disco, levando ao alívio da dor. 

Para isso, é necessário realizar os movimentos com calma, sempre tendo apoio correto nas costas (pode-se usar um colchonete, por exemplo), e com a utilização de uma faixa de pano ou toalha, sempre respeitando o limite da dor. 

4 – Melhorar a postura 

Pequenos hábitos podem causar melhora na postura. Um deles é sempre observar como é a postura ao trabalhar. Quem trabalha na frente de um computador, por exemplo, deve observar se os pés têm apoio e se a coluna está alinhada, apoiada na cadeira. 

É importante ter ergonomia no trabalho, justamente para evitar lesões na coluna durante grandes períodos no qual ficamos na mesma posição. 

Outra ação é observar se quando vamos andar na rua não pegamos o celular e curvamos a cervical para olhar a tela. É importante que tenhamos postura até para consultar o celular e não devemos fazer isso enquanto estamos caminhando. 

Lembre-se sempre de manter a tela do celular na mesma altura dos olhos. 

Faça pequenas pausas no trabalho, levantando-se, andando por alguns minutos e alongando-se. Isso fará com que a musculatura da coluna não fique contraída o tempo todo. 

No caso das mulheres, devem-se evitar saltos muito altos e cruzar a perna quando se está sentada, uma vez que isso leva a uma posição não ideal da coluna vertebral. 

O uso de saltos leva ao maior impacto na região da coluna, além de alterar o centro de gravidade. Sempre opte por saltos pequenos e calçados com apoio nos calcanhares. 

5 – Fazer exercícios e manter-se dentro do peso ideal 

Uma das grandes associações que se faz com hérnia de disco é o fato de o indivíduo ser sedentário e acima do peso. 

Manter-se dentro do peso ideal para sua altura ajuda a reduzir o impacto que a coluna vertebral sofre diariamente com os movimentos. 

Portanto, controle o peso e faça atividades físicas, como caminhada, para que sua mobilidade não fique cada dia mais reduzida. 

Outro hábito saudável é procurar parar com o fumo, uma vez que o cigarro também está ligado a maiores casos de hérnias de disco e outros problemas de saúde. 

Conclusão 

É possível aliviar as dores causadas pela hérnia de disco tendo uma vida saudável, com prática de atividade física e com uma boa postura. Além disso, para quem já teve o diagnóstico e está em tratamento, sempre faça o que foi recomendado pelo especialista. 

A fisioterapia ajuda muito em casos de hérnia de disco, uma vez que alivia dores, melhora a postura e leva ao fortalecimento muscular. Invista nesse tratamento.

DOR TORÁCICA

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A dor torácica é um sintoma que pode ser atribuído a diversas condições médicas, inclusive algumas de risco imediato à vida. Portanto, muitas vezes essa dor torácica é considerada uma emergência médica por ser muito atribuída a doenças cardíacas. No entanto, a não ser que o sintoma seja familiar devido a condições preexistentes, como por exemplo angina pectoris, a dor torácica é uma queixa muito comum. E quando não está relacionada a doenças cardíacas, é denominada dor torácica não-cardíaca, podendo ter inúmeras outras causas. Independente das causas, a dor torácica pode ser aguda ou sutil, levando a uma sensação de desconforto, aperto, pressão, gases, queimação ou pontadas na região anterior do tórax. Além disso, pode vir associada a dores musculares nas costas, ao respirar, pescoço, mandíbula, parte superior do abdômen ou braço. Outros sintomas também podem estar presentes, como náusea, tosse ou dificuldade para respirar, dependendo da sua causa. O importante é ter consciência de que a dor torácica pode muito bem ser um alerta de possíveis doenças de alto risco à vida. E que, portanto, necessita de avaliação médica e pronto-atendimento. Nunca ignore ou minimize sinais e sintomas como esses, principalmente se você tiver histórico de doenças graves. Neste artigo vamos explicar o que é dor torácica, quais suas causas atribuídas e tratamentos, além de ainda diferenciar uma dor torácica cardíaca de uma dor torácica não-cardíaca. Aqui, vamos nos concentrar mais no que diz respeito às dores musculares associadas a doenças na região das costelas, músculos peitorais ou dos nervos localizados no tórax.

O que é Caixa Torácica

dor torácica

A caixa torácica é composta pelas costelas, osso esterno e a coluna torácica, com a função de proteger órgãos vitais localizados em seu interior.A caixa torácica é composta pelas costelas, osso esterno e a coluna torácica, com a função de proteger órgãos vitais localizados em seu interior (coração, pulmão, fígado, baço, parte superior dos rins). Ou seja, toda essa região torácica é delimitada pelas escápulas (“asas”) localizadas após a cervical, indo até um pouco acima da lombar. A região torácica possui várias estruturas, musculares, articulares, ósseas, ligamentares e orgânicas. Ao todo, são doze vértebras por onde passa a medula em seu interior e nelas se articulam as costelas e as escápulas. Os nervos que se originam inervam o pulmão, coração, órgãos digestivos e rins, além dos músculos do tronco (anterior e posterior). Às vezes, algumas dessas costelas sofrem pequenas infecções devido a diversas causas, consequentemente desencadeando algumas dores ou fisgadas fortes que aparentam dor no peito, mas que na verdade são nos ossos.

Causas comuns da dor torácica

Existem muitas doenças que podem causar dor torácica.

Existem muitas doenças que podem causar dor torácica.Existem muitas doenças que costumam causar dor ou desconforto torácicos. Seja uma dor torácica ao respirar, dor torácica do lado direito ou esquerdo ou até uma dor no meio do tórax. No entanto, nem todos esses sintomas irão envolver doenças do coração. Ou seja, a dor torácica também pode ser causada por doenças do sistema digestivo, nos pulmões, doenças musculares, dos nervos ou nos ossos. Além disso, pode ainda estar associada ao excesso de gases, crises de ansiedade ou apenas fadiga muscular, por exemplo. Por isso, dores no peito podem ser facilmente confundidas com inúmeras condições de saúde. Em geral, as causas mais comuns das dores torácicas são:

  • Doenças na região das costelas, cartilagem das costelas, músculos peitorais (dor musculoesquelética das paredes do tórax) ou dos nervos localizados no tórax;
  • Lesões musculares;
  • Inflamação da membrana que envolve os pulmões (pleurite);
  • Inflamação da membrana que envolve o coração (pericardite) e outras complicações nas veias e aortas;
  • Problemas digestivos (como refluxo ou espasmo gastroesofágico (gastrite), úlcera ou cálculos biliares);
  • Herpes;
  • Problemas pulmonares como hipertensão pulmonar, pneumonia ou embolia pulmonar;
  • Ataque cardíaco ou angina (síndromes coronárias agudas ou angina estável);
  • Causas não diagnosticadas e que desaparecem sozinhas, como casos de excesso de gases que provocam pontadas no peito.

Estudos conduzidos pela Universidade de Michigan em 2000 avaliaram 400 pacientes com dores frequentes no peito — 53% das queixas não tiveram causa definida, 36% eram decorrentes de problemas musculares ou esôfago e apenas 11% resultaram em problemas cardíacos.

Sinais frequentemente associados

A dor torácica pode dar vários sinais,

A dor torácica pode dar vários sinais,Dores na caixa torácica: como a caixa torácica compõe os ossos que protegem nossos órgãos vitais, como o coração e o pulmão, etc, muitas vezes, algumas dessas costelas sofrem pequenas infecções devido a diversas causas. Consequentemente, surgem algumas dores ou fisgadas fortes em forma de dor no peito, mas que na verdade são nos ossos. Isquemia cardíaca: esse é o primeiro sinal de infarto e vem associado a uma dor com sensação de aperto no peito, falta de ar, palpitações, formigamento nos lábios e braço esquerdo e/ou pescoço. Espasmo do esôfago: o músculo do esôfago se expande ou contrai dando uma sensação de dor na região do peito ou tórax. Quando isso acontece, normalmente é algum problema de digestão. Dor no lado direito do peito: normalmente, esse tipo de dor não tem nada a ver com problemas cardíacos e nem musculares. Mas, na vesícula biliar, podendo estar associada a inflamações ou cálculos renais refletindo em dores em seu entorno. Pressão alta: indivíduos com problemas de pressão sanguínea alta, frequentemente possuem dor no peito. Recomenda-se consultar um médico cardiologista para iniciar um tratamento para controlar a pressão antes que outras complicações mais sérias comecem a surgir.

Aspectos importantes da Dor torácica

Por ter inúmeras causas e estar associada a várias condições de saúde diferentes, sendo graves ou não, em caso de sintoma de dor, devemos definir alguns aspectos antes de ficarmos apavorados. Como são muitas possibilidades para uma dor no peito, aspectos como a localização exata da dor, a sua irradiação, característica, duração, fatores precipitantes, fatores que melhoram e pioram a dor e todos os sintomas associados são extremamente importantes para determinar a sua causa. Assim, é preciso observar com atenção quando a dor torácica surge, qual o seu tipo e se está acompanhada por outros sintomas, como tonturas, suor frio, dificuldade para respirar, dor de cabeça intensa, febre ou náuseas. Tudo isso fica mais preocupante se a dor piora ao realizar esforço ou se costuma estar relacionada ao músculo doendo ao se apalpar a região. Já as dores do tipo fisgada são mais frequentes em casos de excesso de gases que provocam essas pontadas no peito, mas que desaparecem e voltam a surgir. Portanto, é importante correr para o hospital sempre que essa dor torácica persistir por mais que 20 minutos sem diminuir ou se piorar ao longo do tempo, especialmente se estes outros sintomas surgirem.

Dor Torácica no centro do tórax (meio das costas)

A dor torácica no centro ou no meio do tórax ou na parte superior das costas pode resultar em vários distúrbios.

A dor torácica no centro ou no meio do tórax ou na parte superior das costas pode resultar em vários distúrbios.A dor torácica no centro ou no meio do tórax ou na parte superior das costas pode resultar de distúrbios do esôfago, do coração ou da aorta, problemas nas vértebras ou musculares, sendo que todos os sintomas podem ser similares. Tudo vai depender da localização exata, do tipo de dor, da sua irradiação e sintomas associados. Saiba abaixo como identificar tudo isso:

Dor de origem cardíaca:

A dor torácica localizada na região central do tórax (retroesternal) ou difusa, normalmente é de origem cardíaca causada pela doença arterial coronariana (angina do peito ou infarto do miocárdio), e pode irradiar-se para outras áreas. A dor de origem cardíaca se manifesta apenas em seus possíveis locais de irradiação, que vai desde a mandíbula até o umbigo, incluindo ambos os braços, a região posterior do tórax, o pescoço, a mandíbula e a boca do estômago. Sendo que uma dor torácica anterior, irradiada para ambos os braços, pode sugerir uma origem coronariana. Assim, as síndromes coronárias agudas (ataque cardíaco, angina instável, infarto do miocárdio) são doenças que envolvem o bloqueio repentino da artéria no coração (artéria coronária), cortando o abastecimento de sangue para o músculo cardíaco, levando ao óbito do mesmo. Por exemplo, a morte do músculo cardíaco por não receber sangue suficiente, é chamada de ataque cardíaco (infarto do miocárdio). Já a angina estável, dá-se pelo estreitamento a longo prazo de uma artéria coronária (por exemplo, em decorrência de aterosclerose) limitando o fluxo sanguíneo que passa pela aquela artéria (angina). Em ambos os casos, quando o fluxo sanguíneo é reduzido, isso acaba causando a dor torácica durante algum esforço.

Dor de origem gástrica:

Existe um distúrbio esofágico chamado de refluxo gastroesofágico, que é causado pelo vazamento de ácido gástrico para o esôfago, causando uma sensação de queimação ou constrição sob o esterno. Além disso, outros espasmos do esôfago e outros distúrbios do músculo esofágico como refluxo gastroesofágico podem também causar uma forte sensação de constrição, muito semelhante à dor torácica causada por doença cardíaca. No entanto, alguns sintomas são mais sugestivos de um distúrbio esofágico que de uma doença cardíaca. Como por exemplo, dor após vomitar ou após um procedimento envolvendo o esôfago. A pirose também costuma apresentar queimação e dor no tórax e, às vezes, no pescoço e na garganta, geralmente após as refeições ou ao se deitar. Outros sintomas como dificuldade para engolir, também sugerem distúrbios esofágicos. Entretanto, como os sintomas entre esses distúrbios e a doença cardíaca são similares, normalmente é feito uma radiografia torácica, um eletrocardiograma (ECG) e, às vezes, um teste de esforço cardíaco, antes de exames para identificar doenças esofágicas. Assim, o tratamento é geralmente feito apenas quando a causa é determinada.

Dor de origem vertebral:

A dor na região torácica, entre as escápulas, também pode ser decorrente de bloqueios de mobilidade ou sensibilidade das articulações vertebrais proveniente de diversas causas. Como por exemplo, traumas, movimentos repetitivos, sobrecargas, alterações posturais disfuncionais, má ergonomia, tensões, etc. Assim, todas essas causas podem acarretar no estresse articular causando dores no tórax. Normalmente, esses problemas vertebrais irão afetar as articulações facetárias, discais (discopatias), costotransversa e costovertebral (entre costelas e vértebras). Quando o problema acomete a articulação entre as vértebras e as costelas, ou seja, a articulação costovertebral, os sintomas podem estar associados à mecânica ventilatória (tosse, espirro e inspirações e expirações profundas). A dor torácica surge porque estes problemas articulares afetam diretamente o esterno, pois as costelas se articulam nas vértebras e depois diretamente no osso do peitoral. Assim, isso pode gerar maior sensibilidade dos nervos intercostais que aumentam os sintomas no esterno (tórax). Os sintomas mais comuns são uma dor pontual em toda região torácica (meio das escápulas) que agrava em determinados movimentos (rotação, inclinação e extensão) ou durante as respirações profundas. Em caso de traumas é importante realizar o exame radiológico para excluir possíveis fraturas. O tratamento busca melhorar a mobilidade articular diminuindo as sobrecargas em determinados níveis vertebrais, a partir de técnicas específicas.

Dor de origem óssea:

As dores no peito ou na caixa torácica também possuem relação com o osso esterno, decorrente, principalmente, de traumas, torções, “mau jeito”, muito esforço muscular com o peitoral maior. Assim, tudo isso acaba causando disfunções e tensões na região principalmente costocondral (cartilagem costal e o esterno) e nos ligamentos radiados anteriores. O principal sintoma é uma dor pontual no peito ou dor torácica, que piora em determinados movimentos e ao pressionar a caixa torácica, piorando ao contrair os abdominais, peitoral maior, tossir e espirrar. Em casos de trauma, é importante fazer um exame radiológico para excluir possíveis fraturas ou luxações. O tratamento é feito com técnicas articulares, musculares e ligamentares para a melhora do quadro clínico.

Dor de origem muscular:

A dor torácica de origem muscular da região pode causar tensão e inflamação, podendo desencadear sintomas de dor. São muitos os músculos que podem irradiar dores no “peito”, principalmente os que se inserem na região esternal, como o peitoral maior, intercostais, reto abdominal e os músculos posteriores do esterno chamados de transverso do tórax. As alterações da tensão muscular causada por esforços excessivos (manobras de valsalva, tosse, espirro, levantar um peso) problemas ergonômicos, também podem aumentar o esforço muscular e gerar tensões e disfunções. Os principais músculos afetados pela dor torácica são o trapézio, músculos do intermédio e profundo, o serrátil anterior e o subescapular, que apesar de não estar localizado na região torácica também acaba irradiando dores torácicas. Além disso, durante situações de estresse ou medo, os músculos também podem ficar muito contraídos, resultando em inflamação e dor. A dor torácica difusa pode restringir a mobilidade e dar sensação de queimação, que agravam com a contração, movimento e alongamento do tronco. A dor pode piorar ao respirar, tossir ou espirrar. Ao sinal desses sintomas é necessário fazer exames clínicos para determinar quais os músculos acometidos. E o tratamento busca “soltar” o músculo e realizar o controle tônico muscular. Uma boa forma de aliviar a dor muscular é o repouso e aplicação de compressas mornas sobre a região dolorida. Exercícios para alongar os músculos do peito, colocando os dois braços esticados para trás e agarrando as mãos também costumam ajudar.

Dor de origem costal:

As dores na região torácica também podem ter origem costal, pois as costelas se articulam com as vértebras e com o esterno. Como elas possuem a função de proteger os órgãos de possíveis traumas, são regiões que apresentam muitas disfunções traumáticas, sendo comum irradiar a dor para o esterno. Os problemas costais além de afetar os músculos que se inserem nas costas, podem também gerar sensibilidade neurológica. Além disso, a dor torácica pode estar associada à sobrecarga de força muscular, pois os movimentos com grande amplitude podem gerar disfunção costal. Os principais sintomas são dores na região torácica, principalmente com movimentos, nas torções e inclinações do tronco, em faixa na lateral ou até mesmo para a região do esterno. Em alguns casos, pode gerar alteração da mecânica ventilatória com dores nas inspirações e expirações profundas, tosses e espirros. Para o seu tratamento é necessário realizar o exame radiográfico para descartar possíveis fraturas ou luxação. As técnicas para o tratamento, buscam melhorar a mobilidade da costela, diminuindo a dor e a irritação.

Dor de origem diafragmática:

A dor torácica pode também ser decorrente de disfunções diafragmáticas. O diafragma é um músculo plano e abaulado que contrai gerando uma pressão negativa dentro da caixa torácica, possibilitando “sugar” o ar para dentro dos pulmões. Assim, o diafragma é uma estrutura grande que envolve várias partes do corpo, se conectando às últimas costelas, esterno, vértebras lombares (anterior) e região do mediatino. Dessa forma, como qualquer musculatura, o diafragma pode tensionar gerando dores na região torácica. Principalmente, após traumas costais, lombares e esforços respiratórios (esforço físico, manobras de valsalva, tosses e espirros). Além disso, até os órgãos digestivos possuem relação com o diafragma. Nestes casos, é comum a dor na região torácica ao respirar (em faixa ou entre as escápulas). Pode gerar tensão e dores cervicais e nos ombros, além de ter associação com as sensações de opressão torácica, problemas pulmonares, cardíacos e digestivos. O seu diagnóstico é feito através de exame clínico e, apesar de não haver um tratamento específico, existem diversas técnicas eficazes para o tratamento do músculo diafragmático e  para a melhora dos sintomas dolorosos, caso não existam patologias (cardíaca, pulmonar ou digestiva) envolvidas.

Avaliação de sinais de risco

É preciso avaliar os fatores de risco da dor torácica.

É preciso avaliar os fatores de risco da dor torácica.Independente das suas causas, os sintomas da dor torácica devem ser avaliados por um médico. Simplesmente porque todos eles são muito parecidos e podem estar associados a inúmeras doenças diferentes. Embora nem todas as causas de dor torácica sejam graves, algumas podem representar risco à vida, por isso, certos sintomas e características necessitam consultar um médico imediatamente, são eles:

  • Dor com sensação de esmagamento ou pressão;
  • Falta de ar;
  • Sudorese;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Dor nas costas, pescoço, mandíbula, abdômen superior ou em um dos ombros ou braços;
  • Sensação de desmaio iminente ou desmaio;
  • Sensação de batimento cardíaco rápido ou irregular.

Exames e tratamentos

Em casos de dor torácica repentina, recomendam-se exames

Em casos de dor torácica repentina, recomendam-se examesEm casos de dor torácica repentina, recomendam-se exames para eliminar os casos mais graves, entre os mais comuns estão:

  • Medição dos níveis de oxigênio, usando-se um sensor colocado em um dedo (oxímetro de pulso);
  • Eletrocardiograma (ECG);
  • Radiografia do tórax;
  • Ecocardiografia;
  • Exames de esforço;
  • Tomografia computadorizada (TC);
  • Exame de sangue;
  • Ultrassonografia das pernas;
  • TC torácica.

O tratamento é feito com base nas doenças específicas identificadas, variando no diagnóstico de cada uma. Se a causa não for claramente benigna, as pessoas geralmente são internadas em um hospital ou em uma unidade de observação para monitoramento cardíaco e avaliação mais detalhada. Os sintomas são tratados com acetaminofeno ou opióides, conforme necessário, até que seja estabelecido um diagnóstico.

Prevenção

Como a dor torácica possui diversas causas não há um método de prevenção específico. No entanto, algumas atitudes podem evitar a dor e melhorar a qualidade de vida para que outras condições de saúde não venham agravar ou aparecer.

  • Evitar a ansiedade e estresse que levam às tensões e dores corporais;
  • Adotar um estilo de vida mais tranquilo;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Adotar uma alimentação balanceada para prevenir problemas cardíacos e dores no peito.

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